O Contador de Histórias
28.09.21
É tão interessante ver uma mulher a atraiçoar as suas pares, ou melhor, a boicotar qualquer hipótese de contrariar a ideia de que as mulheres são más umas para as outras, num reality show de grande audiência da televisão generalista nacional. É isto mesmo meus caros! A concorrente está a mandar para o galheiro o esforço de tantas mulheres, numa já longa caminhada, sobretudo porque usa a bandeira da sororidade e utiliza uma plataforma vista por milhões.
Contra a dificílima batalha pela igualdade, não discriminação, e outras lutas desta vida (pelo andar da carruagem, e com estes contributos, nem nos próximos dois séculos haverão mudanças e progressos), temos estas infiltradas, que não são mais do que espias contratadas pelos homens, a boicotar o sucesso das verdadeiras feministas. A concorrente do famoso reality é exímia na arte da mesquinhez e da maledicência, corroendo as relações das restantes mulheres da casa através da intriga. Que coisa tão linda!
Pode dizer-se que estará a exemplificar o que não se deve fazer, mas não me parece que a leitura dos espectadores seja essa. Por outro lado, podemos afirmar que não é por ser uma mulher, há pessoas assim em todo o lado. É verdade, mas a conclusão provável de quem assiste a este desatino é a de que as mulheres são todas iguais e tramam-se umas às outras.
Os machistas esfregam as mãos, mas eu não. É lamentável que uma mulher, supostamente inteligente, se sirva da sororidade para benefício próprio e tenha um comportamento que contraria a causa defendida. A senhora parece um elefante numa loja de cristais!
A sensação que tenho é a de que, no "apalpar do terreno" e no anelo de se posicionar no jogo, atirou com aquela palavra e... "UPS, disse isto e agora tenho de manter a coisa até ao fim, custe o que custar." Custar-lhe-á caríssimo: cem mil euros.
Tenho dito!