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Lately

Histórias, opiniões, desabafos, receitas...

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Histórias, opiniões, desabafos, receitas...


Miguel Mósca Nunes

03.12.22

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Caros leitores,

Porque estamos no Natal, trago-vos um livro sobre o espírito desta época. Trata-se de uma história sobre o infortúnio, a perda dos nossos entes queridos, mas também sobre a esperança e a forma como recuperamos dessa perda, com todas as resignificações e ajustes. É um livro sobre os valores e princípios que devem prevalecer para que permaneçamos boas pessoas, sobre o sacrifício dos pais e a luta que travam todos os dias para que os filhos estejam seguros e de boa saúde. Fala, sobretudo, sobre o amor. Sobre a esperança num mundo bem melhor, em que estejamos com os corações cheios de bem-querer. E sobre a redenção e o que ela pode fazer na vida de cada um de nós.

Glenn Beck, envolve-nos numa história comovente sobre um garoto que perde o pai, e que luta para sobreviver a essa terrível experiência, sem que a mágoa e o rancor o destruam. Garanto-vos que irão ler o livro de uma assentada. E, como o autor nos diz, “o melhor presente é qualquer presente oferecido com amor.”

Boas Festas!


Miguel Mósca Nunes

29.10.22

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Desta vez trago um livro que é muito especial para mim, sobretudo porque fui eu que o escrevi e é o primeiro que publico.

Trata-se de uma história que nasceu do Amor, porque é baseado numa fantasia que inventei para os meus filhos, quando eram pequenos.

Dois amigos, residentes na Malveira, vivem uma aventura fantástica e sobrenatural, que os leva a experiências por vezes aterradoras.

A minha ideia sempre foi a de apresentar uma narrativa despretensiosa, por vezes simples, acessível a uma camada jovem, mas que pudesse ser lida por gente mais madura. Julgo que pode ser lida por todos os que gostam de uma boa história com ingredientes referentes ao Halloween e ao Natal, embrulhada em mistério.

É também uma homenagem à Malveira, terra que me acolheu desde 2004, e, tenho quase a certeza absoluta, é a primeira história de ficção cuja acção decorre nesta vila.

Esclareço já que não sou nenhum santo, e quem pensa que tenho essa pretensão, ou que quero ascender a algum estado de beatificação, não é objecto da minha preocupação e não serve de travão para que eu expresse aquilo em que acredito. Por isso mesmo, reitero que o livro é um veículo para mensagens de empatia, igualdade de direitos, solidariedade, de abraçar a diferença, e da ideia fundamental de que a opinião dos outros não tem qualquer importância quando só serve para destruir os nossos sonhos.

Boas leituras e feliz Halloween (o mesmo será dizer, aproveitem o pouco tempo livre para amar)!


Miguel Mósca Nunes

26.10.22

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No aproximar da quadra natalícia, onde os valores da fraternidade, da inclusão e da igualdade devem ser exaltados, fazendo frente à vocação, curiosamente muito humana, segregacionista e discriminatória, “O Diário de Anne Frank” surge como uma excelente leitura, principalmente para os jovens, podendo ser um óptimo presente. Mesmo para os mais resistentes aos livros.

O relato do dia-a-dia, num período de mais de dois anos, de um conjunto de judeus, escondidos num exíguo anexo, atirados dessa forma para uma condição sub-humana de existência, escrito por uma jovem na transição para a fase da adolescência, torna-se particularmente violento e torturante, quando o leitor sabe que o destino provável é a morte daquela família às mãos dos nazis. Porque a história é sobejamente conhecida, e porque o terror do Holocausto foi real e implacável. Impiedoso.

Mas o que o livro encerra, verdadeiramente, é a terrível e actual ameaça de um acontecimento que germinou nos mais profundos sentimentos de ódio e de rejeição da diferença, que é transversal à História da Humanidade, e que teve uma das suas mais negras expressões no nazismo alemão, que começou a crescer na República de Weimar (logo após a Primeira Guerra do Séc. XX). Nos dias de hoje, os sinais de que não mudámos permanecem assustadoramente vivos.

A oposição entre o bem e o mal é patente nesta obra, nas palavras de uma jovem encarcerada, com o objectivo de fugir aos horrores dos campos de concentração (não conhecia as razões últimas – escapar ao extermínio), com todos os motivos para descrer no seu futuro, mas que mantinha uma centelha de esperança, e tinha o desejo de ser melhor, no meio daquele circunstancialismo: “(…) todos os dias resolvo ser melhor”.

Apesar de tudo, acreditava na bondade Humana.

Boas leituras e feliz Natal.


Miguel Mósca Nunes

19.10.22

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Este livro é escrito por quem, cada vez que vai a Almeirim, dorme no quarto que foi desta figura impar no panorama cultural português: D. Leonor de Almeida, 4.ª Marquesa de Alorna e 8.ª Condessa de Assumar.

O livro inicia a sua narrativa no dia 1 de Novembro de 1755, dia de Todos os Santos, o fatídico dia que mudou Lisboa para sempre, e retrata a vida desta mulher da alta nobreza portuguesa, que passou dezoito anos atrás das grades do convento de São Félix em Chelas por ser neta de Francisco de Assis de Távora, vítima da conspiração conhecida como o "Processo dos Távoras".

Mas nem esta vicissitude serviu para deter uma mentalidade extraordinária, um talento e sabedoria ímpares, características únicas na altura, sobretudo porque se trata de uma mulher, exaltando a força e a importância do feminino, do conhecimento e da cultura, como forma de se posicionar no mundo, tomar decisões e agir, em consciência.

Dobrou o infortúnio do cárcere através da leitura e da escrita. Voou, através do estudo, preparando-se para a etapa seguinte da sua vida - a liberdade.

Ter sido mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, viajada, inteligente e sedutora, são ingredientes mais do que suficientes para a leitura deste livro apaixonante.


Miguel Mósca Nunes

17.10.22

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Nestes tempos conturbados de incerteza relativa aos Direitos Humanos, num contexto muito específico de pós-pandemia e de guerra, que nos faz pensar sobre o destino da Humanidade, deparamo-nos com o ressurgimento de movimentos extremistas motivados pelo ódio e pela intolerância, especificamente na Europa.

Torna-se urgente que olhemos de forma séria para a História recente (passaram apenas 77 anos da libertação do campo de concentração de Auschwitz) e tomemos consciência de que o mal anda por aí, insidioso e a preparar terreno para práticas inimaginavelmente crueis e horríveis. E isto, meus caros, poderá não ser um exagero.

Para que não nos esqueçamos, trago-vos este livro, de Esther Mucznik, que foi a Auschwitz pela primeira vez a 27 de Janeiro de 1994, e que descreve o universo concentracionário Nazi, isto é, a indústria de morte construída com o objectivo final de extermínio dos Judeus. 

Claro que os prisioneiros de Auschwitz eram políticos, opositores e resistentes, prisioneiros de guerra russos, criminosos, prostitutas, ciganos, deficientes, dementes, homossexuais e testemunhas de Jeová. Mas, efectivamente, o alvo principal do ódio Nazi e da “Solução Final” foram os Judeus.

Uma leitura obrigatória, perante os acontecimentos dos últimos tempos, para que mantenhamos os pés no lado bom da barricada, e os olhos bem abertos quando estivermos perante a face do mal.

Não nos podemos esquecer, porque acredito que ainda vamos a tempo.

Boas leituras.


Miguel Mósca Nunes

16.10.22

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Vou falar-vos de um assunto que está relacionado com o Natal, pelo facto de, em termos temporais, ter culminado em Dezembro. Mais precisamente, em 4 de Dezembro de 1980. Lembro-me deste dia como se fosse hoje, por ouvir o jornalista da RTP, Raúl Durão, anunciar uma tão chocante notícia ao país: a morte do então Primeiro-Ministro de Portugal, Francisco Sá Carneiro.

Numa quinta-feira fria de Dezembro, tinha eu acabado de jantar e estava sozinho em casa com a minha mãe. O meu pai chegaria mais tarde por estar ainda a trabalhar. E aquela imagem televisiva a preto-e-branco ficou impressa na mimha memória. Esta é a explicação para o fascínio que me levou a ler, nestes últimos tempos e de forma compulsiva, cinco livros, que recomendo convictamente, para quem quer perceber um pouco melhor as sinuosidades da política portuguesa e mundial, e a história recente do nosso país.

Refiro-me, por ordem cronológica de leitura, aos seguintes títulos: "Francisco Sá Carneiro, Solidão e Poder", de Maria João Avillez, "Snu e a Vida Privada com Sá Carneiro", de Cândida Pinto, "Sá Carneiro", de Miguel Pinheiro, "Camarate, Sá Carneiro e as Armas para o Irão", de Frederico Duarte Carvalho e, finalmente, "Camarate", de Augusto Cid.

Leituras fascinantes estas, sobre o percurso de vida desta figura marcante, que atravessou a ditadura de forma quase invisível, até chegar a deputado da Ala Liberal, na Assembleia Nacional, em 1969, com intervenções marcadamente anti-regime, e depois a Primeiro-Ministro e ao fatídico dia 4 de Dezembro, numa altura em que o país estava ainda num processo de adaptação à democrecia, com o poder dos militares a fazer-se sentir, nomeadamente através do Conselho da Revolução. Leituras que relatam, sobretudo, as dificuldades que atravessou, o incómodo que a sua forte personalidade gerou, as intrigas e as traições por parte dos seus opositores, e dissidentes no seu próprio partido.

E, por outro lado, quem não aprecia um bom romance, este muito ricamente retratado por Cândida Pinto.

E que dirão os leitores sobre a conclusão a que se chegou, após sucessivas Comissões de Inquérito Parlamentar ao caso Camarate: ficou provado que se tratou de atentado, embora não tenham sido determinados os culpados.

E que curiosos são os indícios de participação de militares portugueses e da CIA no atentado, cujo móbil seria o tráfico de armas para o Irão (embora a última Comissão de Inquérito não tenha conseguido estabelecer um nexo de causalidade entre o atentado, o referido tráfico e a intervenção da CIA). Há rumores da ligação do Fundo de Defesa Militar do Ultramar a esta actividade, negada em entrevista ao Diário de Notícias, pelo General Ramalho Eanes, responsável institucional pelo referido organismo entre 1976 e finais de 1980 (ano em que foi extinto). O General reiterou que, naquele período, não foram assumidos quaisquer compromissos confidenciais, e que o fundo não serviu, após o 25 de Abril, para comprar ou vender armamento. A ligação ao tráfico de armas justificaria o interesse na eliminação de Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, já que estes dois estariam a investigar e a preparar-se para denunciar essa situação.

Muitos outros e surpreendentes indícios são revelados, argumentos de peso para suscitar a curiosidade dos leitores.

E que vontade tenho de saber como está agora o magnífico apartamento da Rua D. João V, onde viveram maritalmente Snu e Francisco. Coisa dificílima, que não me parece que alguma vez seja concretizável, embora mantenha uma acesa esperança.


Miguel Mósca Nunes

11.10.22

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Haruki Murakami é uma das minhas últimas e deliciosas descobertas. Apresenta-nos uma escrita simples mas pungente e densa, que nos leva para a vida de cada uma das personagens sem qualquer dificuldade. Os dilemas da juventude são retratados, neste Norwegian Wood, de frente, sem peias, sem rodeios, e a sensação que percorre o livro é a de que somos amigos íntimos e confidentes de Toru Watanabe.

As referências musicais e literárias são uma constante: desde logo aos Beatles, a Tom Jobim (Garota de Ipanema) ou a Brahm’s (quarta sinfonia), a Thomas Mann (A Montanha Mágica) ou a F. Scott Fitzgerald (O Grande Gatsby), o que nos aproxima mais ainda da narrativa e nos faz imergir na história.

Os tempos de escola e de estudo, os dilemas da adolescência e a entrada abrupta na idade adulta, são as linhas centrais desta história. É um livro extremamente actual, embora tenha sido lançado em 1987 e a sua acção decorra no final dos anos 60, falando dos estudantes, da vivência nas residências universitárias, das amizades aí construídas e dos encantamentos e desilusões amorosas. Existe sempre a sensação de não pertencer a lado nenhum, a nenhum grupo, a ninguém.  A incerteza, o estar à deriva, sem rumo. E não estamos livres de haver um acontecimento que nos marque, e condicione, para sempre.

É daqueles livros que se deseja que não chegue ao fim, e cria a vontade de ler mais obras deste autor.


Miguel Mósca Nunes

10.10.22

 

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Através deste livro, transposto para o cinema, chega-nos uma história muito bem escrita por Kathryn Stockett, sobre a discriminação racial nos Estados Unidos, na década de 60 do século XX.

A obra vai muito para além do simples relato de acontecimentos, dando corpo a um romance com personagens fictícias baseadas em pessoas reais, como a empregada negra que a autora teve quando criança, a viver no Estado do Mississipi, um dos estados sulistas onde a segregação racial mais se fazia sentir na altura.

Mantém um registo sério mas hilariante, humano e rigoroso na descrição dos costumes da época, e é sublime na demonstração da futilidade e das aparências a mascarar uma maldade profundamente enraizada na sociedade americana, que ainda hoje não desapareceu. Mestre na progressão das suas personagens ao longo da narrativa, a autora vai desenrolando cada capítulo com uma densidade psicológica suficientes para arrebatar o leitor até ao final do livro.

Uma nota para a esperança que deposita no carácter e na bondade do Homem, e nos valores da igualdade, da solidariedade e da amizade, nomeadamente através das personagens de Aibileen Clark, Minny Jackson e Eugenia Phelan (Skeeter), e para o suspense criado pela reserva, quase até ao final, das consequências negativas para a mesquinha e oca Hilly Holbrook, de que os leitores estão à espera quase desde o momento em que a conhecem, logo no início da história.

Detenham-se na deliciosa cena da tarte, e no que tem de determinante para toda a trama. Inesquecível!


Miguel Mósca Nunes

08.10.22

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Há um livro que li há muitos anos atrás, em adolescente, e que me marcou profundamente, sobretudo por ser um retrato duro da sociedade americana (escrito em 1967), baseada no culto da aparência e na procura do estatuto social, alicerçado no sucesso profissional, que traduzia a valorização exacerbada do materialismo. Coisa não muito diferente do que se passa actualmente.

A escrita é fluída, consistente, acessível e marcada por uma crueza surpreendente para a altura em que foi escrito, chocante para um leitor um pouco imaturo na altura em que o leu.

Elia Kazan, o escritor deste livro e o brilhante realizador do filme com o mesmo nome, co-fundador do famoso Actors Studio, revelava ser um contador de histórias desconcertante e provocador, e foi, por isso, um dos maiores motores da viragem do cinema americano, na abordagem de temas contemporâneos, de cariz modernista e realista. Nas palavras de Stanley Kubrick, ele era o melhor realizador americano, capaz de operar verdadeiros milagres nas interpretações que conseguia tirar dos actores (nomeadamente, através do “método”).

Quanto à história, será o leitor a descobri-la. Como pontos fortes para aguçar a curiosidade, são de salientar a vertigem da personagem central, entre uma vida familiar estável e uma outra, obscura e paralela e a desconstrução de uma felicidade aparente e superficial, baseada na futilidade e no materialismo, sem qualquer sentido mais profundo. Outro ponto muito forte reside na dificuldade que terá de encontrar o livro. Provavelmente, conseguirá comprá-lo através da net ou num alfarrabista, usado, é claro. Para quem tem prazer em procurar livros, é indescritível.

Quando o encontrar, tenho a certeza de que não vai conseguir parar de ler.


Miguel Mósca Nunes

07.10.22

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“Há canções que vêm das pradarias de flores azuis e do pó de mil caminhos. Esta é uma delas”. Assim começa o romance de Robert James Waller, que deu origem a um dos mais sensíveis e arrebatadores filmes, na mais inusitada história de amor alguma vez vista no cinema. A história de um amor impossível, muito pouco convencional, principalmente por ser adúltero.

Estamos perante um filme, realizado por Clint Eastwood, que foi vendido como uma história antiga, leia-se antiquada, e talvez por isso pouco conhecido pelas gerações mais novas, mas que de tradicional tem muito pouco.

Falamos de um amor entre uma dona de casa frustrada, Francesca Johnson, e um fotógrafo profissional da National Geografic, Robert Kincaid, que se conhecem por acaso, durante uma ausência do marido e dos filhos da personagem feminina, num encontro que dura apenas quatro dias, algures em 1965, mas que teve repercussões para o resto das vidas das duas personagens. A partir daí ela passa a viver alimentada pelas recordações fechadas num baú, e ele dedica-se apenas ao trabalho, não tendo, até ao final da vida, nenhuma outra mulher.

Em 1982 a, então, viúva recebe uma carta do advogado do fotógrafo a comunicar o falecimento deste, a acompanhar uma caixa, na qual encontrou uma corrente de prata com uma medalha com o nome Francesca incrito, uma pulseira igualmente de prata (a inesquecível pulseira que fora alvo de especial atenção por parte de Francesca no primeiro encontro), as máquinas fotográficas que foram as ferramentas de trabalho de Robert, e uma carta, na qual o fotógrafo explica o vazio que foi a sua vida após aquele encontro no verão de 1965.

O advogado disse também que as cinzas de Robert foram espalhadas na ponte de Roseman, uma das pontes fotografadas para a National Geografic e na qual os amantes se conheceram no início daqueles inesquecíveis e inacreditáveis quatro dias, cumprindo o que fora estipulado em testamento. Só nessa altura Francesca percebeu a verdadeira dimensão do amor do fotógrafo.

Até à sua morte, em Janeiro de 1989, Francesca manteve o ritual de ver a caixa e o seu conteúdo no dia do seu aniversário.

O casting para o papel feminino principal foi relativamente difícil para Clint Eastwood, mesmo como realizador e actor principal do filme, que teve de argumentar, quase como um advogado numa delicada causa em pleno tribunal, perante uma muito relutante Warner Bros.

Tudo começou porque, segundo consta, uma grande amiga de Meryl Streep, a actriz Carrie Fisher, deu a Clint o número de telefone daquela. Clint sabia que estaria a contratar uma das melhores atrizes da actualidade, com uma versatilidade e uma profundidade interpretativa inigualáveis.

Apesar de a personagem feminina do livro ter 45 anos e a actriz ter essa mesma idade, a Warner considerava Meryl Streep muito velha para o papel. Para além disso, havia o receio de que a actriz não conseguisse captar o público necessário para tornar o filme um êxito de bilheteira.

O realizador não desistiu e Meryl fez uma das mais brilhantes interpretações da sua carreira, num papel pungente e cheio de sensualidade. Com o próprio Eastwood, construiu um dos pares mais verossímeis da história do cinema, cuja química transbordou todas as expectativas iniciais. Foi nomeada para o Óscar de melhor actriz. Não ganhou o Óscar, mas ganhou o Globo de Ouro. O filme rendeu na primeira semana de exibição nas salas de cinema americanas qualquer coisa como 10,5 milhões de dólares.

Consultando a wikipédia, há uma referência a uma suposta crítica da revista americana Entertainment Weekly ao livro, que penso caracterizar bem, quer o livro, quer o filme: diz que se trata de uma “curta e pungente história, comovente precisamente porque tem intensos picos de realismo” (tradução livre). De facto, estes são argumentos de peso, juntamente com o da banda sonora, composta por Lennie Niehaus, para quem ainda não viu As Pontes de Madison County.

Leia o livro ou veja o filme e chore, chore muito, com esta história de Amor.

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