Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lately

Histórias, opiniões, desabafos, receitas...

Lately

Histórias, opiniões, desabafos, receitas...


Miguel Mósca Nunes

23.12.22

20221201_173359.jpg

Um bom conto de Natal seria aquele que erradicasse toda a maldade do paneta, todos os abandonos, todas as agressões, toda a infelicidade.

Um bom conto de Natal seria aquele que tivesse o condão de transformar toda a miséria em abundância.

Tudo o que conhecemos transformar-se-ía num paraíso de fraternidade, de boa comida, boa saúde, pleno emprego, satisfação, encontro com a essência do outro.

Um mundo em que uma manta quentinha pudesse cobrir todos os joelhos, junto a uma mesa com biscoitos e chá, num ambiente aquecido por uma vibrante lareira.

Um mundo sem Putins.

Um mundo sem sofrimento, sem ódio, sem racismo e segregação, sem homofobia, sem preconceito.

Um mundo só de Amor.

 

Feliz Natal!


Miguel Mósca Nunes

19.12.22

IMG_20221204_185206_750.jpg

Que este Natal seja de reencontro com familiares e amigos que não vemos há muito.

Para que olhemos para os outros com compaixão.

Para que não tenhamos gente a dormir ao relento e ao frio.

Para que não ignoremos quem nos interpela na rua, a pedir dinheiro.

Para que nenhuma criança sinta rejeição, preconceito ou racismo.

Lembrei-me de certas pessoas que nos marcam profundamente e, sem sequer saberem, determinam o nosso futuro. Algumas dessas pessoas são amigos, médicos, professores.

Por falar em professores, a escola deveria ser um local de acolhimento, compreensão, motivação e de estímulo. Lembro-me da minha professora do primeiro ao quarto ano, que nunca deveria ter exercido esta profissão, de tão austera, ditatorial e insensível que era. Enebriada e empedernida pela doutrina do Estado Novo, aplicava sobre os alunos uma disciplina baseada no medo e no castigo psicológico e físico. Cruel, vil, mesquinha e sem um pingo de benevolência e bondade, não tinha qualquer talento para lidar com crianças. Uma tirana.

Lembro-me da minha professora de português do 11º ano, que foi uma inspiração. Uma das melhores, senão a melhor professora com quem tive o privilégio de aprender. Deixava tudo nas aulas, com dedicação e enorme paixão.

E é com paixão que devemos viver e espalhar alegria.

Feliz Natal!


Miguel Mósca Nunes

06.12.22

20220917_191728.jpg

Esta torta maravilhosa é excelente para fazer parte da mesa de Natal. Uma torta saborosa, com um intenso aroma a laranja, requintada e com uma textura suave, vai enriquecer a lista de doçaria para a consoada.

O Marco tem aqui um ex-líbris das suas receitas, que me faz lembrar as noites de Natal da minha adolescência, quando os convidados já se tinham ido embora, e ficava a ver a programação da RTP, e a comer as iguarias dispostas numa mesa em tons de vermelho.

 

Ingredientes:

  • 500 g de açúcar
  • 50 g de farinha
  • 15 g de fermento em pó
  • 2 laranjas grandes (raspa e sumo)
  • 12 ovos

 

Preparação:

Misture o açucar, a farinha e o fermento e adicione a raspa e o sumo das laranjas. Mexa bem.

Junte depois os ovos e misture muito bem.

Forre um tabuleiro com papel vegetal e unte o papel com manteiga.

Verta o preparado na forma e leve a cozer, em banho-maria, em forno pré-aquecido a 220 graus, por, aproximadamente, 30 minutos. Sugiro que ferva a água para controlar melhor o tempo de cozedura.

Retire do forno, desenforme para uma superfície forrada a papel vegetal coberto de açúcar e enrole a torta ainda quente.

 

Como estamos nesta época festiva, pode decorar a torta com apontamentos celestiais.

Delicie-se!

 


Miguel Mósca Nunes

05.12.22

IMG_20221121_122439_486.jpg

Hoje é dia de trazer uma receita, que resolvi reformular para esta época festiva. Trata-se de uma variação do meu bolo podre, desta vez a acentuar os sabores natalícios tipicamente portugueses. Muito idêntica à receita que já apresentei por aqui, no dia 12 de Janeiro de 2022, contudo, à mesma base cremosa junta-se apenas uma trilogia composta de canela, mel e limão, num delicioso cântico de sabores. Este hino celestial é aprimorado pelo vinho do Porto.

 

Ingredientes:

  • 6 ovos inteiros
  • 250 g de farinha
  • 200 g de açúcar amarelo
  • 250 ml de azeite
  • 150 ml de mel
  • 1 colher de sobremesa de fermento
  • 1 colher de sopa de canela
  • raspa da casca de um limão
  • 60 ml de vinho do Porto
  • 1 colher de chá de sal

 

Preparação:

  • Bater os ovos com o açúcar até clarear.
  • Juntar o azeite, o vinho do Porto, o mel e bater até misturar.
  • Juntar a canela, a raspa do limão e a farinha ( já com o fermento incorporado), e misturar bem. Nesta massa não há inconveniente em bater bem a farinha devido ao azeite presente na receita.
  • Levar ao forno pré-aquecido a 180º, por trinta minutos ou até que um palito inserido no centro da massa seja retirado limpo, em forma rectangular ou quadrada, a que se deu untura e polvilhou.
  • Desenformar depois de arrefecido.

 

Deliciem-se com este bolo natalício saboroso, fofo, aveludado e húmido.

Feliz Natal!


Miguel Mósca Nunes

03.12.22

500x (1).jpg

Caros leitores,

Porque estamos no Natal, trago-vos um livro sobre o espírito desta época. Trata-se de uma história sobre o infortúnio, a perda dos nossos entes queridos, mas também sobre a esperança e a forma como recuperamos dessa perda, com todas as resignificações e ajustes. É um livro sobre os valores e princípios que devem prevalecer para que permaneçamos boas pessoas, sobre o sacrifício dos pais e a luta que travam todos os dias para que os filhos estejam seguros e de boa saúde. Fala, sobretudo, sobre o amor. Sobre a esperança num mundo bem melhor, em que estejamos com os corações cheios de bem-querer. E sobre a redenção e o que ela pode fazer na vida de cada um de nós.

Glenn Beck, envolve-nos numa história comovente sobre um garoto que perde o pai, e que luta para sobreviver a essa terrível experiência, sem que a mágoa e o rancor o destruam. Garanto-vos que irão ler o livro de uma assentada. E, como o autor nos diz, “o melhor presente é qualquer presente oferecido com amor.”

Boas Festas!


Miguel Mósca Nunes

02.12.22

20221201_200953.jpg

Volto a escrever por aqui, depois de uma semana de reflexão, após um acidente de viação que me deixou muito em baixo. Felizmente, não houve danos físicos. A vida continua e temos de nos reerguer e reinventar. Não nos podemos deixar abater.

A vida é generosa, apesar de, muitas vezes, não conseguirmos ver as bênçãos que temos e os sinais de que tudo está bem e de como somos protegidos.

Tudo o que nos acontece tem, aparentemente, um sentido ou significado - um propósito. Eu acredito nisto. E sei que, mais cedo, ou lá mais para a frente, irei perceber a razão de ser de certos acontecimentos. 

Estamos no Natal, e tenho de recorrer àquilo que demonstro desde sempre, que é a profunda satisfação de saber que me vou encontrar com a minha essência.

E tenho de agradecer. A gratidão apazigua-nos, substitui a amargura e o negativismo que pode tentar a sua sorte no açambarcamento da nossa alma.

“O navio da minha vida pode, ou não, estar navegando por mares calmos e tranquilos. Os dias desafiadores da minha existência podem, ou não, ser brilhantes e promissores. Em dias tempestuosos ou ensolarados, em noites gloriosas ou solitárias, mantenho uma atitude de gratidão. Se insisto em ser pessimista, há sempre o amanhã. Hoje eu sou abençoada”. - Maya Angelou.

Feliz Natal!


Miguel Mósca Nunes

09.11.22

1667942176548443468833764625044.jpg

Sim, já cheira a Natal!

Cá em casa há aroma a canela e erva-doce, das duas fornadas de broas dos últimos dias. Mas o mais importante é o Espírito de Natal, que eu espero vir a sentir este ano. Quero sentir a calma, o apaziguamento, o entregar os pontos, um sentimento que me preenchia todos os anos e que, nos últmos anos, tem andado ausente.

Quero sentir que, apesar de todos os contratempos, de todo o rebuliço, de toda a azáfama, o que é mesmo importante é o Amor, são as pessoas que amamos e a marca que nelas deixamos.

O Natal é uma época de partilha, em que abrimos os nossos corações.

 


Miguel Mósca Nunes

22.03.22

Screenshot_20220322_203927.jpg

Esta é uma receita que pode utilizar durante todo o ano, mas que lhe dará muito jeito no Natal, se quiser fazer as figuras tradicionais da época, cortando a massa com as formas adequadas.

Sempre o Natal a saltitar nos meus pensamentos, já sabem porque razão.

 

Ingredientes

100 g de manteiga sem sal

250 g de farinha

100 g de açúcar

1 ovo

1 colher de chá de sal fino

Açúcar em pó q.b.

 

Preparação

Com a batedeira, misture bem o açúcar com a manteiga e adicione o ovo até obter um creme fofo.

Junte a farinha e o sal de uma só vez e incorpore até ficar uma massa uniforme. Estenda a massa com um rolo de cozinha para atingir uma espessura de aproximadamente meio centímetro.

Corte a massa com várias formas, que podem ser as tais... natalícias, e leve ao forno pré-aquecido a 180 graus, por 10 a 15 minutos.

Polvilhe-as com o açúcar em pó ou decore de outra forma. Pode, por exemplo, mergulhá-las em chocolate derretido.

Os loucos por bolachas deliciar-se-ão com o sabor da manteiga.

 


Miguel Mósca Nunes

08.03.22

IMG_20211231_120913_478.jpg

Porque será? Será que é mero capricho, um aferro oco, sem sentido e sem razão de peso?

Não, meus caros. Eu adoro o Natal porque é uma época de reencontro. É onde eu radico a minha esperança e a certeza de que, apesar de todas as dificuldades e contrariedades, o que mais importa são as pessoas e a bondade.

No Natal consolo-me com os sonhos, as rabanadas, o Abade de Priscos, os chocolates. Regozijo-me ao ver os meus mais queridos aconchegados no sofá, a ver o Polar Express, com mantas nos joelhos. Delicio-me com o cheiro a cabrito assado, com a árvore a abarrotar de decorações, da qual sou guardião por causa da gata, com o presépio e com a grinalda que coloco em cima do alçado do aparador ou da lareira.

Mas é mais do que isto! Sou completamente apanhado pelo Natal por causa da magia que me faz esquecer, por semanas, a merda de humanos que somos, as atrocidades que se vão cometendo todos os dias, o fel da maldade que esguicha por todo o lado, a falta de empatia, as desigualdades, a mesquinhez e a crueldade. Não é uma época de redenção, porque os pecados continuam, persistentes. Mas é um reencontro amnésico com a minha infância. É no Natal que eu tenho a desculpa de voltar a ser o que sempre fui.

Vamos ver se no próximo consigo regressar à essência… com tanta carga de vilania e sordidez que o ano já leva, será que vai ser difícil sentir o Espírito Natalício?


Miguel Mósca Nunes

04.03.22

IMG_20220304_103731.jpg

Sonhar é bom e necessário, sobretudo neste tempo de guerra, de gente imbecil à frente de governos, em que vale tudo menos a compaixão, a empatia e a solidariedade. Nem Imagine do John Lennon, nem  tão pouco What a wonderful world do Louis Armstrong serviram para modificar esta hedionda natureza autodestrutiva. O valor da vida humana está nas lonas.

Porque sonhar é bom, trago-vos uma receita de sonhos. Sim, a que costumo fazer no Natal, que faz com que os meus filhos não parem de rondar a cozinha, de cinco em cinco minutos, para surripiar uns quantos, à medida que vão fritando. Eu sei que esta vai ser uma das memórias que terão daqui a uns anos, o aroma a pairar pela casa e o sabor único dos sonhos ainda quentes, estaladiços por fora e macios por dentro... Agora lembrei-me do Volodymyr Zelensky…

Deve ser por se mostrar assim, como os sonhos acabados de fritar. Intrépido, mas afável e fraterno.

 

Ingredientes

- 250 g de farinha
- 1 colher de chá de fermento
- 500 ml de água
- 1 casca de laranja ou limão
- 6 ovos médios
- 1 colher de sopa de manteiga
- 1 colher de chá de sal

 

Preparação

Coloque a água num tacho, assim como a manteiga e o sal, e leve ao lume até a manteiga derreter completamente.

De seguida, junte a casca de limão ou laranja ao tacho e deixe ferver. Retire-a passados cinco minutos.

Coloque o fermento na tigela da farinha e coloque-a no tacho, mexendo sempre até ser formada uma pasta espessa que não agarre ao tacho. Desligue o fogão. Coloque a massa numa superfície lisa e amasse-a com as mãos. De seguida, deixe repousar a massa durante cerca de 20 minutos até arrefecer.

Quando estiver fria, junte à massa o primeiro ovo e envolva bem. Repita este processo com os restantes ovos.

Coloque uma fritadeira ao lume com óleo vegetal e, quando este estiver a ferver, forme os sonhos com a ajuda de duas colheres, para lhes dar a forma de bolas e para as colocar no óleo. Tenha o cuidado de colocar na fritadeira não mais de cinco a seis sonhos de cada vez, para terem espaço e consigam sonhar (ou seja, rodar). 

Recomendo vivamente que o óleo seja novo, para que o sabor dos sonhos seja ainda melhor.

Quando estes estiverem com uma cor dourada, retire-os para escorrer o óleo. Espere cerca de 10 minutos e envolva-os em açúcar e canela. É importante que aguarde, para que permaneçam redondos e não abatam.

Deliciem-se, pela vossa saúde!

Como diz o outro, o Natal está à porta!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub