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Histórias, opiniões, desabafos, receitas...

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O Contador de Histórias

03.06.25

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Sir Richard John Evans é um historiador britânico, cuja investigação incide sobretudo na Alemanha e na Segunda Guerra Mundial. É autor de dezoito livros, onde se inclui a Trilogia do Terceiro Reich, considerada uma obra «brilhante» e «magistral». Evans foi professor de história na Universidade de Cambridge entre 2008 e 2014. É presidente do Cambridge College e Provost of Gresham College, em Londres. É membro da British Academy, da Royal Historical Society e da Royal Society of Literature. Participa regulamente em documentários e programas sobre o III Reich.

Esta trilogia é um documento histórico importantíssimo nos dias de hoje, a pouco mais de uma década de atingirmos os 100 anos sobre o início do conflicto, causado por um extremista louco, racista, antissemita, ultra-nacionalista e ultra-violento. Esta obra é composta por três volumes, constituindo uma imperdível trilogia. Faz todo o sentido revisitarmos a história

Importa referir que Richard J. Evans traz-nos uma história narrativa, que proporciona a versatilidade da consulta ou da leitura ininterrupta. De facto, não se consegue parar de ler.

 


O Contador de Histórias

26.10.22

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No aproximar da quadra natalícia, onde os valores da fraternidade, da inclusão e da igualdade devem ser exaltados, fazendo frente à vocação, curiosamente muito humana, segregacionista e discriminatória, “O Diário de Anne Frank” surge como uma excelente leitura, principalmente para os jovens, podendo ser um óptimo presente. Mesmo para os mais resistentes aos livros.

O relato do dia-a-dia, num período de mais de dois anos, de um conjunto de judeus, escondidos num exíguo anexo, atirados dessa forma para uma condição sub-humana de existência, escrito por uma jovem na transição para a fase da adolescência, torna-se particularmente violento e torturante, quando o leitor sabe que o destino provável é a morte daquela família às mãos dos nazis. Porque a história é sobejamente conhecida, e porque o terror do Holocausto foi real e implacável. Impiedoso.

Mas o que o livro encerra, verdadeiramente, é a terrível e actual ameaça de um acontecimento que germinou nos mais profundos sentimentos de ódio e de rejeição da diferença, que é transversal à História da Humanidade, e que teve uma das suas mais negras expressões no nazismo alemão, que começou a crescer na República de Weimar (logo após a Primeira Guerra do Séc. XX). Nos dias de hoje, os sinais de que não mudámos permanecem assustadoramente vivos.

A oposição entre o bem e o mal é patente nesta obra, nas palavras de uma jovem encarcerada, com o objectivo de fugir aos horrores dos campos de concentração (não conhecia as razões últimas – escapar ao extermínio), com todos os motivos para descrer no seu futuro, mas que mantinha uma centelha de esperança, e tinha o desejo de ser melhor, no meio daquele circunstancialismo: “(…) todos os dias resolvo ser melhor”.

Apesar de tudo, acreditava na bondade Humana.

Boas leituras e feliz Natal.

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